Clima no Ártico Derrete Recordes

Um Inverno e Primavera intensamente quentes estão a derreter os registos climáticos por todo o Alasca, relata a NOAA no post ‘Ártico Preparado para um Derretimento Recorde“. O período de janeiro a Abril de 2016 foi de 11,4°F (6,4°C) mais quente do que a média do século 20, relata a NOAA. A imagem da NOAA abaixo ilustra ainda mais a situação.

Derretimento e temperaturas recorde no Alasca

Abril: 33.3°F, +10°F, o Abril mais quente alguma vez registado. Janeiro-Abril: 21.7°F, +11.4°F (, o período Janeiro-Abril mais quente já registado. Diferenças/anomalias da temperatura em relação à média.

O gelo marinho está a derreter rapidamente. A água morna do Rio Mackenzie contribui para o degelo dramático no mar de Beaufort, como ilustrado pela imagem abaixo, mostrando que a 20 de Maio de 2016, o Oceano Ártico estava 5°F (2,8°C) mais quente do que em 1981-2011 no delta do rio Mackenzie.

Anomalia de temperatura elevada no Oceano Ártico no Alaska

A 20 de Maio de 2016 o Oceano Ártico esteve 5°F (2.5°C) mais quente do que a média de 1981-2011, perto do rio Mckenzie.Criado com imagens da NASA e nulschool.net por Sam Carana para o blogue Arctic-news.blogspot.com

A imagem abaixo mostra que a 20 de Maio de 2016, a extensão do gelo do mar era de 10.99 milhões de quilómetros quadrados, em comparação com os 12.05 milhões de quilómetros quadrados de extensão do gelo do mar a 20 de Maio de 2012, conforme medido pela JAXA.

Comparação da extensão do gelo do mar entre Maio 2016 e Maio de 2012

O gelo do mar chegou a uma extensão mínima recorde de 3,18 milhões de quilómetros quadrados a 15 de Setembro de 2012, e as chances são de que o gelo do mar irá praticamente desaparecer em Setembro de 2016.

O ano de 2016 é um ano de El Niño e a insolação durante os próximos meses de Junho e Julho é maior no Ártico do que em qualquer outro lugar na Terra. As temperaturas mais elevadas trazem um perigo aumentado de incêndios florestais [artigo traduzido]. Os gases de efeito estufa estão em níveis recordes: em Abril e Maio, o CO2 estava em cerca de 408 ppm, com picos em certas horas tão elevados quanto 411 ppm (a 11 de Maio de 2016 [artigo traduzido]). Os níveis de metano são elevados e crescentes, especialmente sobre o Ártico. O fumo e o metano estão a acelerar o derretimento do gelo do mar, como ilustrado a imagem abaixo mostrando fumo de incêndios florestais no Canadá a estender-se sobre o Mar de Beaufort (imagem principal), para além de níveis elevados de metano que estão presentes sobre o Mar de Beaufort (ver inserção).

Níveis elevados de fumo e metano no Ártico sobre o mar de Beaufort

O calor do oceano está também muito elevado e a aumentar. Os oceanos no Hemisfério Norte estiveram 0,93°C (ou 1,7°F) mais quentes [artigo traduzido] no período de 12 meses mais recente (Maio de 2015 a Abril de 2016) do que a média do século 20.

A imagem abaixo mostra a extensão do gelo do mar, medida pelo NSIDC, confirmando que o derretimento do gelo do mar em 2016 está muito à frente dos anos anteriores.

Extensão do gelo marinho a 20 de Maio pelo NSIDC

Aqui temos uma animação que compara as temperaturas da superficie do mar no Atlântico Norte entre 25 de Maio de 2015 e 25 de Maio de 2016.

A extensão do gelo do Ártico era de 10.7 milhões de km quadrados a 25 de Maio de 2016, 1.1 milhões de km quadrados menos do que a 25 de Maio de 2012, como a atualização em baixo mostra.

Extensão do gelo do mar no Ártico a 25 de Maio de 2016

A situação é clamitosa e apela a uma ação abrangente e efetiva, como descrito no plano climático.

Traduzido do original Arctic Climate Records Melting de Sam Carana, publicado no blogue Arctic News, a 21 de Maio de 2016.
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