Extinção em Massa Está Mais Próximo do que Pensas

Dois novos estudos que saíram esta semana dizem que a mudança climática está a acontecer muito mais rápido e numa direção mais perigosa do que o que os cientistas consideravam como cenário de pior caso apenas há alguns anos atrás.

Conteúdo traduzido do original Mass Extinction Is Closer Than You Know.

Transcrição:

Extinção em Massa Está Mais Próximo do que Pensas

Green Report [Relatório Verde] No Relatóŕio Verde de hoje olhamos para a mais recente ciência em Alterações Climáticas. A mudança climática é real, claro, mas dois novos estudos científicos nesta semana passada dizem que está a acontecer muito mais depressa e numa direção mais perigosa, e os cientistas até o consideravam como um dos piores cenários possíveis apenas há dois anos. O primeiro estudo foi publicado na Nature Geoscience e diz que o ritmo ao qual estamos a despejar carbono na atmosfera, e a quantidade de carbono, tem apenas uma situação análoga nos últimos 66 milhões de anos. Foi num período chamado MTPE, um acrónimo para Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno, uma das menores mas muito real Era de extinção em massa. Concluímos , os autores do estudo notaram, “dados os registos atuais disponíveis, a presente taxa de libertação de carbono pelos humanos não tem precedentes nos últimos 66 milhões de anos.” E por a causa da libertação de carbono que desencadeou o MTPE, provavelmente de atividade vulcânica nos mares que derreteu metano do fundo do mar, ou da permafrost, para a atmosfera, por ter demorado cerca de 4 mil anos para acontecer naquela altura, e hoje estar a acontecer num período menor que 200 anos, os autores concluiram: “Tendo em conta os impactos nos ecosistemas, a taxa presente/futura de mudança climática e acidificação do oceano é demasiado rápida para muitas espécies se adaptarem, o que provavelmente resultará em extinções futuras em larga escala em ambientes marinhos e terrestres que EXCEDERÃO substancialmente as da MTPE. Como Chris Mooney escreveu para o Washington Post sobre este estudo, “Se procurares fundo o suficiente nos arquivos das alterações climáticas da Terra, irás ouvir sobre o Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno – MTPE, e então ficarás assustado.” Estamos a lançar carbono para a atmosfera em 10 vezes a taxa que o planeta o fez lá atrás na altura do MTPE, que desencadeou aquela extinção. O que significa que não existe precedente para o que está a acontecer, ou poderá acontecer, agora mesmo. Até aos últimos anos, a maioria da ciência em torno de alterações climáticas estava a prever más consequências para os humanos por volta do ano 2100, quando a maioria de nós vivos hoje, estarão mortos. Mas isso não foi assim tão persuasivo, afinal de contas. Quer dizer, estarei morto, certo? Mas nova ciência climática reportada em Arctic-news.blogspot.com indicou que ao invés de 2100 ser o ano alvo para consequências que abanam a vida aparecerem globalmente, 2026, daqui a uma década, poderá ser um alvo mais realista. Em parte porque a camada degelo do Ártico está a derreter muito mais depressa do que alguém havia previsto. E uma vez que desapareça durante o verão, o que poderá acontecer em tão poucos como 4 anos, a perda de refletividade e o facto de que o aquecimento de água usa menos calorias que o derretimento de gelo, significa que o risco de uma libertação explosiva de metano do fundo do mar do Ártico se tornou numa verdadeira ameaça para a humanidade. Entretanto o Dr James Hansen, escrevendo no seu blogue no Huffington Post, Diz-nos sobre um novo estudo científico publicado em breve, sugerindo que um aquecimento relativamente modesto que aconteceu à cerca de 110 mil anos atrás, um aquecimento não tão diferente do de hoje excepto de que era mais limitado do que a nossa libertação de carbono de hoje, produziu supertempestades de tamanho global que moveram pedregulhos de 1000 toneladas pelo planeta. Para relatar este ponto, o New York Times, no seu artigo sobre a o estudo de Hansen, inclui uma foto de um dos pedregulhos, no seu artigo intitulado, não por coincidência: “Cientistas Avisam sobre Transição Climática Perigosa em Décadas, Não Séculos.” A ciência neste tópico está a começar a ficar verdadeiramente intensa e assustadora. Precisamos de uma transição rápida e global de abandono dos combustíveis fósseis, de todas as formas de combustíveis de carbono. Nem daqui a uma década, mas HOJE! e uma taxa de carbono poderá ser a melhor maneira de lá chegar. Se não começarmos, nós também, poderemos seguir o caminho dos dinossauros.Recolher Transcrição

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