Gelo do Mar no Ártico em 2016 Caindo para Zero

A imagem abaixo mostra que a extensão do gelo marinho no Ártico, a 3 de Julho de 2016, foi de 8,707,651 quilómetros quadrados, ou seja, menos que os 8,75 milhões de quilómetros quadrados de extensão que media a 3 de Julho de 2012.

Extensão do gelo do mar no Ártico a 3 d Julho de 2016

Em Setembro de 2012, a extensão do gelo marinho atingiu um recorde mínimo. Dado que a extensão agora é apenas ligeiramente menor do que o era em 2012 na mesma época do ano, poderá a extensão este ano chegar a um mínimo ainda menor, possivelmente tão baixo quanto zero de gelo em Setembro de 2016?

O gelo este ano está, certamente, a ir nessa direção, uma vez que o gelo do mar agora é muito mais fino do que era em 2012. A imagem abaixo mostra a espessura do gelo do mar a 7 de Julho de 2012, no painel da esquerda, e adiciona uma previsão para 7 de Julho de 2016 no painel do lado direito.

Espessura do gelo do mar no Ártico, comparação 2012 e 2016

Além de ser mais fino, o gelo do mar agora está também muito mais lamacento e fraturado em pedaços pequenos. A animação abaixo mostra que o gelo do mar perto do Polo Norte a 4 de Julho de 2016, estava duramente fraturado em pedaços que são na sua maioria menores em tamanho do que 10 x 10 km ou 6.2 x 6.2 milhas. Em comparação, o gelo do mar na mesma área sim que desenvolveu grandes fendas em 2012, mas mesmo a 13 de Setembro de 2012 não estava quebrado em pedaços pequenos.

Comparação do estado do gelo do mar  no Ártico 2012 2016

Gelo do mar perto do Polo Norte a 13 de Setembro 2012 tinha grandes rachas mas não estava quebrado ou fraturado em pedaços |
Gelo do mar perto do Polo Norte a 4 de Julho de 2016 está fraturado em pedaços mais pequenos que 10×10 quilómetros.

Uma grande razão por detrás do péssimo estado em que o gelo do mar está agora é o calor do oceano. A 2 de Julho de 2016, a superfície do mar perto de Svalbard (no local marcado pelo círculo verde) estava tão quente quanto 16.7°C ou 62.1°F, ou seja, 13.5°C ou 24.3°F mais quente do que a média de 1981-2011. Isto dá uma indicação de quão mais quente está a água que está a entrar no Oceano Ártico.

Água quente a entrar no Oceano Ártico perto d Svalbard

2 de Julho de 2016, a superfície do mar perto de Svalbard estava tão quente quanto 16.7°C, ou seja, 13.5°C mais quente que em 1981-2011. Imagem por Sam Carana de nullschool.net

À medida que o gelo do mar desaparece, menos luz solar é refletida de volta para o espaço, resultando em aquecimento adicional do Oceano Ártico. Em Outubro de 2016, o gelo do mar vai voltar, selando o Oceano Ártico, o que resulta em menos calor a poder escapar, mesmo no momento em que a água mais quente está a entrar no Oceano Ártico a partir do Atlântico e do Pacífico. O perigo desta situação é que uma grande quantidade de calor vai chegar ao fundo do mar e desestabilizar os hidratos, resultando em enormes emissões abruptas de metano que irão contribuir ainda mais para o aquecimento. Quando adicionando outros factores, como discutido por exemplo neste post anterior, isto acrescenta a um potencial aumento de temperatura de mais de 10°C ou 18°F em comparação com os tempos pré-industriais, em menos de dez anos a partir de agora.

A situação é calamitosa e apela a uma acção abrangente e eficaz, conforme descrito no Plano Climático.

Traduzido do original e atualizado a 6 de Julho de 2016 Arctic Sea Ice Headed To Zero de Sam Carana, publicado no blogue Arctic News, a 4 de Julho de 2016.

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